20.01.2017

Unturned, Jan.2017

Escolher o duplo, aquele ponto em que ora nos retiramos ora confrontamos, em que enviesamos o tempo de um cá para lá e ao contrário. Escolher o momento dúbio dessa dança invisível, é não escolher. Muito embora a dança se torne a mais visível e presente de todos os corpos, muito embora ela seja imóvel, muito embora ela encorpore a coisa que lhe traz visibilidade e que apaga a coisa, muito embora tudo isso, il faut, é preciso escolher. 

27.11.2016

09.2013

Assim, esquecida da ingenuidade, seria ainda possível usar os olhos da criança.          



figures of relation

the readymade, april 2016

like one of another, the mirror without end, eyes into eyes, mine into yours into mine again, the figure has arrived quite before it was staged in front of them.
the readymade, hoped to be found was found and became itself
now that it is, we breathe relieved.

27.09.2015

COMPOSTELA



«In order to know a homeland, a nation, it is not enough to know her soul… it is necessary also to know her countryside, her soil, her land.» 
Emilia Pardo Bázan, in "Spanish Women Travelers at Home and Abroad, 1850-1920"




                      Tal com'as nubes

                      Qu'impele o vento,

                      Y agora asombran, y agora alegran 
                      Os espaços inmensos d'o ceo,
                      Así as ideas 
                      Loucas qu'eu teño
                      As imaxes de multiples formas

                      D'estranas feituras, de cores incertos, 
                      Agora asombran,

                      Agora acraran,

                      O fondo sin fondo d'o meu pensamento.

Vaguedas III, Follas Novas, Rosalía de Castro, 1880




«—Y tú, ¿qué hiciste, gallego? -preguntaron, irónicos, al ver que el soldadito escuchaba sin despegar los labios.
—¿Yo? -respondió él, levantando la cabeza-. Yo..., ¡morrín en todas las batallas!»
"Sin querer", Cuentos de la Tierra, Emilia Pardo Bázan





Cantan os galos pra o día;
érguete, meu ben, e vaite.

¿Como me hei de ir si te quero?, Cantares Gallegos, Rosalía de Castro, 1863





27.04.2015

Lisboa, 2015
parcelas revoltas / 
Não possuímos nada, localizamo-nos, fixamo-nos, melancolizamo-nos, mas tudo permanece revolto e nós, parcelas revoltas, que no seu entrelaçar continuam a apontar para o azul.